33º aniversário da Beatificação de Madre Catarina Troiani

Fé e amor brilharam na vida de Irmã Catarina Troiani, fundadora das Irmãs Franciscanas do Coração Imaculado de Maria. Chamada pela Providência a deixar o mosteiro das Clarissas de Ferentino e viajar com algumas irmãs no Egito, onde esperavam para a formação humana e cristã os jovens daquela terra no exterior, ela recebeu esse chamado com total disponibilidade ao plano de Deus. Consciente do voto, pronunciado nos primeiros anos de sua profissão religiosa, “viver sempre pela missão e no esquecimento”, dedicou-se com zelo missionário para o novo serviço na cidade de Cairo. O que ela viu à sua frente foi uma pilha de miséria e sofrimento, que parecia refletir uma síntese da dor humana: a escravidão, a fome, a pobreza, o abandono de crianças e doentes, exploração e marginalização. Irmã Catarina não apenas indicava aos outros o que tinha de ser feito em favor daqueles infelizes. Como o bom samaritano da parábola evangélica, ela estava ao lado de cada irmão e irmã que sofriam no corpo e no espírito, amorosamente estendendo a mão boa e pagando em pessoa. Para a próxima vítima de dor, doença, miséria, sua caridade nunca tinha preconceitos: católicos, ortodoxos, muçulmanos encontravam nela hospitalidade e ajuda, porque em cada pessoa, marcada pela dor, a irmã Catarina podia ver o rosto sofredor de Cristo. Por isso, a pequena freira, em vez de ser conhecida por seu nome, era conhecida como a “mãe dos pobres”; e pelas mulheres locais, libertas da escravidão, ela foi chamado de “mãe branca”. Nem mesmo o risco de doença e morte por contágio, parou a audácia da caridade da Irmã Catarina: duas vezes assola a cólera na região, e em tais situações dramáticas para a beata e suas irmãs, só vai se preocupa em ajudar os afetados pela doença. Algumas delas pagaram com sua vida o serviço da dedicação e caridade. Quando as obras que ela havia estabelecido pareciam prosperar em serenidade, de repente, veio a guerra de 1882, que parecia dominar tudo. Mesmo nessa circunstância, brilhou sua fé luminosa, fortaleza indomável, e o amor ardente dos bem-aventurados. Com esperança inabalável na Providencia, ela continuou a agir em todas as circunstâncias de acordo com o princípio querido para ela: “A desconfiança de si mesmos, a confiança em Deus.” A Beata Catarina Troiani entrou no serviço da Igreja com seu próprio estilo: como discípula atenta e fiel de Santa Clara e São Francisco de Assis, conseguiu unir em si a vida contemplativa de um com o apostolado itinerante do outro. Ela era uma missionária na missão de clausura e contemplativa, na dedicação completa e total ao Senhor e aos outros.Papa João Paulo II – Beatificação – 14 de abril de 1985