NOS PASSOS DE SÃO FRANCISCO

TEMA: NA ALEGRIA DA COMUNIDADE – RIVOTORTO
NA ESCUTA DA PALAVRA DE DEUS
Mt.16,13-19
Jesus foi para a região que fica perto da cidade de Cesareia de Filipe. Ali perguntou aos discípulos: — Quem o povo diz que o Filho do Homem é? Eles responderam: — Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum outro profeta. — E vocês? Quem vocês dizem que eu sou? — perguntou Jesus.
Simão Pedro respondeu: — O senhor é o Messias, o Filho do Deus vivo.
Jesus afirmou: — Simão, filho de João, você é feliz porque esta verdade não foi revelada a você por nenhum ser humano, mas veio diretamente do meu Pai, que está no céu.
Portanto, eu lhe digo: você é Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e nem a morte poderá vencê-la.
Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu; o que você proibir na terra será proibido no céu, e o que permitir na terra será permitido no céu.
CONHECER FRANCISCO

E depois que o Senhor me deu irmãos ninguém me mostrou o que eu deveria fazer, mas o Altíssimo mesmo me revelou que eu devia viver segundo a forma do santo Evangelho. E eu o fiz escrever com poucas palavras e de modo simples e o Senhor Papa me confirmou. E os que vinham para abraçar este gênero de vida distribuíam aos pobres o que acaso possuíam. E eles se contentavam com uma só túnica remendada por dentro e por fora, com um cíngulo e as calças. E mais não queríamos ter. Nós clérigos recitávamos o oficio divino com os demais clérigos; os leigos diziam os pai-nossos. E gostávamos muito de estar nas igrejas. Éramos iletrados e nos sujeitávamos a todos. E eu trabalhava com as minhas mãos e quero trabalhar. E quero firmemente que todos os outros irmãos se ocupem num trabalho honesto. E os que não souberem trabalhar o aprendam, não por interesse de receber o salário do trabalho, mas por causa do bom exemplo e para afastar a ociosidade. E se acaso não nos pagarem pelo trabalho vamos recorrer à mesa do Senhor e pedir esmola de porta em porta. Como saudação, revelou-me o Senhor que disséssemos: “O Senhor te dê a paz”.

Canto
REFLEXÃO

A experiência dos primeiros irmãos na pequena choupana de Rivotorto durante os meses passados ali, foi uma verdadeira escola prática de formação, algo semelhante a um noviciado. Um dos aspectos mais fortemente acentuados foi a formação para o trabalho. Cada irmão devia tornar-se útil a fraternidade, colocando em comum o fruto do seu trabalho ou de sua mendicância. Francisco não tolerava os “frades moscas”. É uma boa oportunidade para refletirmos sobre os ensinamentos que deixou Francisco a cerca do trabalho, para rever a forma como o fazemos, o alcance que lhe damos em nossos projetos de formação inicial. O episódio do irmão que à meia-noite “morria de fome”, e de Francisco que mandou preparar a mesa com ele, a fim de que não sentisse vergonha, é um dos mais belos ensinamentos práticos que Francisco nos deixou sobre o valor de cada pessoa na vida fraterna. Muitas de nossas fraternidades de hoje ressentem-se desse toque humano nas relações mútuas dos irmãos que compõem. Em alguns lugares tem-se a impressão de que os homens, as irmãs ali reunidos não são irmãos, irmãs membros de uma fraternidade e que estão reunidos em função de um empreendimento apostólico ou de outras atividades.

ORAÇÃO

“Grande e magnífico Deus, meu Senhor Jesus Cristo, iluminai o meu espírito e dissipai as trevas da minha alma! Dai-me uma fé integra, uma esperança firme, uma caridade perfeita! Concedei, meu Deus, que eu vos conheça muito, para poder agir sempre segundo os vossos ensinamentos e de acordo com a vossa santíssima vontade.”