“Eis, ó Senhor, o que me parece vos dar prazer, e estou pronta a fazer tudo o que quiserdes.”

No evangelho de hoje, Jesus aos seus discípulos: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus. Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a tua oferta ali, diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade eu te digo, dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. Os que entram no Reino de Deus devem superar os doutores da Lei e os fariseus e imitar Jesus pela prática do amor gratuito. As palavras ofensivas, a prepotência, o desprezo são manifestações contra a vida do próximo. Não basta não ofender o próximo, é preciso amá-lo como Jesus o ama. O próprio culto a Deus será vazio, se não for revestido de caridade. O amor fraterno, que supõe reconciliação, torna a celebração litúrgica fecunda e agradável a Deus. Beata Catarina Troiani viveu uma vida em favor dos excluídos e necessitados, cumprindo o que seu coração indicava e hoje Papa Francisco apenas reafirma o pedido a todos nós. Pedido esse sempre feito na prática da vida de Madre Catarina. “Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium 187). O Papa Francisco constantemente tem falado que ninguém deve ser excluído, ninguém deve ficar à margem. Tem convidado os cristãos a buscar nas periferias existenciais, àqueles que muitas vezes não tem voz, os mais pobres e frágeis.  E isso Madre Catarina sempre fez e nos deu exemplo de que devemos viver fazendo o bem sempre.